Posicionar-se exclusivamente pelo preço nos mercados agroalimentares internacionais pode parecer uma estratégia competitiva no curto prazo, mas, na prática, enfraquece a estabilidade e a rentabilidade no longo prazo. Quando a única diferença percebida entre fornecedores é o custo, os compradores passam a comparar propostas apenas com base no valor final, a fidelidade comercial diminui e as margens começam a deteriorar-se de forma contínua. É precisamente por isso que os exportadores mais bem posicionados deixam de centrar a negociação no preço e passam a construir a sua vantagem competitiva com base na confiança.
Os pequenos produtores asseguram a maior parte da produção alimentar; ainda assim, os rendimentos de muitas culturas de subsistência ficam muito aquém dos padrões internacionais. Em consequência, a Nigéria importa volumes significativos de trigo, produtos alimentares transformados e ingredientes, enquanto boa parte da produção nacional perde valor antes de chegar ao consumidor. Este artigo apresenta uma rota prática para reduzir essa lacuna e gerar oportunidades de agronegócio economicamente viáveis. Demonstra como investimentos estratégicos na transformação — moinhos de arroz, fábricas de processamento de mandioca, unidades de trituração de oleaginosas e prensas a frio — permitem capturar valor localmente, diminuir a dependência das importações e criar emprego industrial.